2 de ago de 2008

Vida (Encontros e desencontros)

Não amanheci bem. Não entendo porque me sinto tão perdida de mim mesma e os textos que escrevi, ontem, parecem refletir idéias de uma outra pessoa que não eu. Aprendo então que a essência é coisa que muda. É bicho solto afeiçoado à liberdade. Contudo, teria ela também suas paixões, seus vícios? Sinto falta da pessoa que eu era e agora penso incessantemente em recuperá-la. Talvez com o pleno desenvolvimento de minha personalidade eu reencontre quem eu fui, ou talvez venha a ser um novo ser, feito lagarta que finda mais uma fase de sua vida transforma-se em borboleta. É isso! Talvez seja eu uma borboleta, bela, leve e efêmera com a sobre-humana capacidade de morrer a cada dia que passa. Mas o que faço eu dessa ventura? Ser uma só é monótono, mas ser várias é um desafio que não sei se estou pronta para aceitar. Porém, o que posso além de aceitar esse silêncio pungente que grita nas minhas entranhas: vida, vida, vida!



14 comentários:

Clara disse...

Seu texto ficou bem interessante. Reflete diretamente como vc tá se sente. Gostei!!! :) beijos

Jéssica disse...

flavinhooo adoreii o texto!
=)
vc escreve muito bem;D
beijinhos

Marcela disse...

Oi, Flaviuxo! Teve um tempo que eu me senti muito assim.. muito diferente do que eu era antes. Mas aí eu fiz que nem no texto, encarei que a gente muda, e muito, durante a nossa vidinha. Mas não quer dizer que estas mudanças sejam ruins pelo contrário...e o que fica de lembrança é saudade. Um beijão pra você.

Luana F. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Luana F. disse...

acho que todos nós sofremos metamorfoses. no meu caso, elas são quase que diárias. hj, lagarta. quem sabe, amanha borboleta. ;)

Mariana disse...

parece clarice.parece muito.

;*

Flávio disse...

Huahauahauahua..Certeira Mariana!Acho que você jah conhece a grande admiração que tenho por ela...Esse texto foi obviamente inspirado nela por duas coisas principais...por um livro dela q estou lendo "Perto do coração selvagem" e por um texto dela que eu encontrei em algum lugar que começa assim (eu acho): Eu não acordei bem...em seguida ela nos revela com sua profundidade inerente um pouco da alma humana...Por minha vez resolvi falar de mim mesmo...
Obviamente não é o mesmo texto...mas há sim muita, muita ligação...ou melhor...inspiração...

Vitor disse...

Essencia é por definição algo que não muda. Ao menos eu entendo assim. É claro que vc pode entendê-la como mutável. Mas para mim é um mal uso da palavra, que vc redime no final, pois não percebe que tua essencia é esse silêncio que clama pela vida. Ele não muda.

"Ser uma só é monótono". Monótono é uma palavra interessante. Retirada da música, quer dizer apenas que permanece sempre no mesmo tom. O que a princípio não é qualidade nem defeito (atrevo-me a dizer que todas as músicas pop são monótonas).

Um beijo, querida! Continue a nos fazer visitas...

Roberto disse...

Cara, eu nunca consigo ler seus textos, são enfadonhos! uhauahua
zoua, eu que nao tenho paciência pra textos nao-objetivos, coisa de TEC neh! heheeh (Recordar eh viver)
Um Abraço!

júlia faria disse...

oi, flávio!
aqui é a júlia, amiga da luana da ECO! ;)

gostei bastante do blog! vou linkar lá no meu.

beijo!

Renan disse...

É muito difícil definir essência. Nem ao menos me considero capaz adjetivá-la. Com certeza temos características que mudam ou se conservam com o tempo. Mas dizer que isso está atrelado a uma essência é forte demais pra me convencer. Acho possível a hipótese de essas características mutáveis serem uma combinação de fatores internos e externos, de ordem química, física, sei lá. Tenho a sensação de que alguns estímulos, principalmente olfativos, me remetem a experiências passadas, muitas vezes me fazendo revivê-las por alguns segundos e me trazendo certas reflexões interessantes, muitas vezes traçando um paralelo com o atual, produzindo conclusões ou não. Mas sabe de uma coisa, acredito fortemente que a grande graça de tudo é justamente não explicar essa tal essência individual e coletiva, mas apenas conhecer novas sensações que surgem gritando, muitas vezes em silêncio: Vida, vida, vida!

Renan disse...

Tenho que tomar vergonha na cara e comentar direito...escrevi muitas vezes muitas vezes...abração cara, teu texto ficou sensacional!

Jessica disse...

Flávio, meu caro, mais uma vez meus parabéns... Como sempre escrevendo maravilhosamente bem!!
Estou anciosa para ler mais um de seus textos ^^

Beijooos

Léia disse...

Querido, ainda acho que é da Clarice, incrível como vc apreendeu toda a obra dela e a personalidade em poucas linhas!