13 de fev de 2009

Bem, com o passar desses 20 anos eu aprendi muitas coisas interessantes. Hoje, porém, eu gostaria de fazer uma retrospectiva pela minha infância e relembrar alguns momentos, desde os mais clássicos, que muita gente deve ter memórias semelhantes, até os mais raros e únicos. É importante notar que sempre fui uma pessoa muito voltada para dentro de mim mesmo o que me tornou uma criança imaginativa e introspectiva com um domínio estonteante da realidade...

O Mundo é mágico, Flávio!

Eu fui uma criança bastante cândida... A ponto de morrer de rir da famosa frase “Vamos fazer um Canguru Perneta” sem ter a menor idéia do que significava. Isso rendeu alguns bons momentos:

_ Paiê! O que é um Canguru Perneta???
_ É um canguru que pula numa perna só meu filho...
_ Ahhhh!!!

Depois:
_ E o que é afinal fazer sexo?
_ Bem...er...não tem o sexo masculino?Então, tem o sexo feminino também!
_ Hum! (Percebendo que havia algo de errado e que não era bom continuar no assunto.)

Percebe-se aí a extrema perícia de meus pais em me ludibriar.(Pois é, Freud colocaria essa como a origem de muitos de meus problemas atuais.)
...

Eu dancei feliz e contente, como todo o mundo, a “melô do Tchan”. “Joga ela pro meio, mete em cima, mete em baixo, depois de nove meses você vê o resultado”, é incrível como eu não entendia esse trecho, aliás, eu antigamente achava que as músicas tinham muitos versos que não queriam dizer nada. Cresci, e muitos continuam sem fazer o menor sentido.

Por volta dos oito anos eu fiz a seguinte afirmação, sentado no banco de trás do carro de meus pais com dois amigos (um deles era mulher):

_ Pai!!! Olha só! Um cavalo de cinco patas! Que legal! Será um unicórnio?
(Risadas, muitas risadas!)
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Eu demorei anos para entender porque comer tatu dá dor nas costas. E depois saí contando por aí a minha descoberta!
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Aos quinze anos eu tive a seguinte conversa:

_ Caraca Thomás! O que é aquilo?
_ O mar!
_Sério? Que legal! Vamos marcar um dia para vir tomar banho de praia?

( Detalhe: Estávamos no meio da Vila Valqueire e o que eu via na verdade era névoa vista de longe e de um lugar mais alto. Em legítima defesa eu afirmo que parecia muito, muito mesmo!)
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Aos vinte anos eu também protagonizei conversas seríssimas:

_ Vitor! Vitor! Vou virar bolsista de iniciação científica!
_ Sério cara!? Meus parabéns! Que legal!
_ Então, a UFRJ vai abrir a conta pra mim?

Resultado: Vitor me fez repetir essa pergunta para várias pessoas, inclusive ontem mesmo ele narrou a história e me fez repeti-la para o Roberto.
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Bem, fica aí o convite: Quem quiser relembrar essa adorada e sonhadora fase que é a infância junto comigo seja bem vindo!

Ah! Um adendo: Esse texto veio muito no impulso sabe? É que eu estou enrolando para escrever dois textos mais densos e complicados, por isso peço desculpas a várias pessoas que esperavam por um deles!
(Várias!?)