25 de mai de 2008

EU (em flashs)

Minhas crenças assim não definidas
Minha vida assim tão desmedida
Meus versos assim tão infinitos
Meu riso assim tão de menino

A vida assim meio louca
O coração que aflora a boca
A estupidez que não tem hora
E as pessoas que já foram embora.

E o que eu já não quero mais
E o que quero é um pouco de paz
E as idéias que surgem bruscas
Vindas da noite, das brisas noturnas.

E, por fim, o amor que me vem de leve
Beija-me o rosto
E diz:
Até breve.

18 de mai de 2008

Capitalismo

Capitalismo II

Não concordo com a visão do capitalismo como um roubo do post anterior. Por isso, resolvi contar uma historinha.

Era uma vez um fazendeiro tinha em frente a sua casa um buraco elameado. Durante muito tempo, com pena dos viajantes que frequentemente atolavam neste buraco, usava seu gado para desatolá-los. De tanto praticar esta ajuda ao longo dos anos, o fazendeiro começou a achar justo cobrar uma pequena contribuição dos viajantes por seus serviços. Aos poucos, ele foi abandonando o cuidado da fazenda e se especializando em retirar os atolados do buraco. E assim sustentava sua família.

Eis que uma estação muito seca acabou com a lama do buraco. Isto foi um grande choque para receitas as receitas do fazendeiro. Depois de refletir um pouco sobre esta nova situação, ele bolou um plano: ao escurecer, ele buscava água nos riachos próximos e elameava o buraco novamente. Assim, ele mantinha o buraco em frente a sua casa em condições comerciais ativas para continuar gerando-lhe a renda com a qual sustentava sua família.

Referencia: CRUZ, M. F. "A essência do pensamento Econômico e Social de Thorstein Veblen: seu Ponto Arquimediano". Rio de Janeiro: IE-UFRJ, 2008. Mimeo.

8 de mai de 2008

Pensamento do Globo, quer dizer do dia:
Quando Deus disse "não roubarás", não tinha previsto o capitalismo.

7 de mai de 2008

As idéias

A erosão das idéias
A vida faz
Com sua beleza convulsiva;
É à tardinha
Que vamos esquecendo
O que o mundo nos tem a dizer
E as palavras vão brincando na nossa mente
Feito quem joga amarelinha
Ou cria castelinhos na areia da praia
Mas sempre vem a onda para derrubar os castelinhos
E sempre vem a realidade para interromper os pensamentos...