26 de dez de 2008

8 de dez de 2008

Idolo

Chegou ao fim mais uma edição do Campeonato Brasileiro. E a última rodada se aproximava enchendo todas as torcidas de expectativa. Não vou comentar o hexa do time do Morumbi, tampouco o triste naufrágio da caravela cruzmaltina. Pouco se falou, mas houve uma forte movimentação e muita comoção em torno de outro acontecimento.

Três dias antes, caminhando pelo charmoso e tradicional bairro de Laranjeiras, pude avistar dezenas, talvez centenas de camisas tricolores. Conforme eu me aproximava da sede do clube, os tricolores iam se multiplicando. Para os "idiotas da objetividade" do gênio Nelson Rodrigues, tal mobilização seria descabida já que áquela altura o Fluminense não tinha grandes aspirações no certame. Mas havia algo muito mais nobre e singelo por trás do turbilhão que mexeu com Laranjeiras e adjacências. Ali se via uma demonstraçãosincera de amore já uma ponta de saudade pela iminente despedida de um ídolo do porte que o clube não tinha a anos. Eram várias crianças invadindo os treinos pedindo autógrafos, e o ídolo, monstro, esbanjando simpatia ao assinar inúmeras camisas e papéis e posar para tantas outras fotos. Ficava horas atendendo todos. E assim foi até sábado, dia do último treino do ano, o qual mais uma vez acompanhei ao vivo. Assim que se encerrou o ritual, ele entrou no carro e partiu. Foi quando notei na boutique do clube uma grande fila, pois todos queriam comprar munhequeiras semelhantes à usada pelo melhor zagueiro do Brasil. Saindo da sede, vi uma fila ainda maior, que dobrava a esquina e causava impacto em quem passasse, tudo para comprar um ingresso e garantir presença no adeus do ídolo, o que fez o Maracanã receber o maior público da rodada em um jogo aparentemente sem valor.

No fim, o que agitou os mais de 51000 tricolores não foi o fracasso consolidado de seus dois rivais centenários, muito menos uma possível irritação pela partida fraca do Fluminense. Com lágrimas nos olhos, Thiago Silva deu a volta no gramado agradecendo à massa pelas emoções proporcionadas no tempo em que ostentava o manto verde, branco e grená. E a plenos pulmões, todos cantavam esperançosos: "Ah, Thiago vai voltar!". Eu como tricolor fiel e fã incondicional digo apenas muito obrigado e desejo felicidades ao meu ídolo. Fica aqui minha homenagem.


"Guerreiro da zaga tricolor
Raça, habilidade e vigor
Thiago Silva é rei
Jamais me esquecerei
Do mito que a torcida consagrou"