1 de jun de 2007

Pupila

Pupila

As estampas coloridas da tua camisa
Permeiam o negro dos meus olhos
É a luz, que enche de luz o vazio

Se olhares de volta, verás
Na minha camisa branca
As mesmas cores

- E o mesmo negrume vazio por dentro

Sim, sou pupila!
E tu também o és, mas nega...

Um grande vazio cercado
Por vasos pulsantes
Que se adapta ao sabor
Da intensidade luminosa.

“Acredito em tudo que existe”
“Não acredito em nada que não existe”
“É por isso que não acreditas em mim
Embora eu acredite em ti.”

Perguntas sem resposta
E respostas sem pergunta
O que fazer?

Paro de pensar e tento viver
Mas as respostas que a vida traz
Não respondem às perguntas
Que minha razão faz

... eco, fluxo de inconsciência

Bah... esqueça tudo!
São só palavras,
Palavras que trazem palavras que não trazem nada
Apenas contraem e relaxam
Revoltam e acalmam
No ritmo das paixões

São como nós...
Pupila

7 comentários:

Vitor disse...

Resolvi fazer o meu comentário pessoal aqui. É para não "sujar" o post. hehehe

Esse poema data aqui no meu arquivo de janeiro de 2006. A poesia não é nem de longe o meu forte na escrita, mas eu bem que me esforço para fazer algo que mereça leitura.

Resolvi postar esse pelo mesmo motivo que já comentei várias vezes nesse blog: acho muito legal ver as interpretações diferentes das diferentes pessoas que leem o texto. E mais interessante ainda quando as duas pessoas que leem o mesmo texto e o interpretam de forma diversa são na verdade a mesma - separadas por um certo intervalo de tempo (no caso, um ano)

Flávio, scho que ele dá mais um passo no caminho de aprofundar o tema liberdade (para quem não sabe o flávio reclamou que eu escrevi sobre liberdade sem aprofundar o tema). Depois eu explico. E aprofundo de forma objetiva.

Um abraço,
Vitor

Claudia Linhares disse...

Vitor, que bom que vc postou uma poesia! Linda! Li várias vezes, parece música.
Bjs.

(...) disse...

eu acho que...
as perguntas sem resposta
são as mais gostosas que existem.

ou que...
as pessoas que
procuram perguntas sem respostas são as mais gostosas que existem?

[sim, continuo alimentando essa minha necessidade antopofágica]

afinal de que graça
seria a vida sem a
dúvida

(((?)))

escreva mais poesias vitor,
ou melhor dizendo,
permita que a poesia te escreva mais)))


besos!

Flávio disse...

Bom kara...eu jah tava pretendendo escrever faz tempo mas sempre fico deixando p/ epois...e como agora poko vc me deu uma bronca vou falar u q realmente acho de seu texto...Suas poesias têm um lirismo bem diferentes das minhas e da mary...eh um lirismo mais comedido...menos emocional...algomais pé no chão sabe?!Algo indagador...diferente da abstração da Mary ou de meus vôos poéticos...admiro isso...pois retrata muito de você.e admiro o fato de vc tambem escrever poesias apesar de gostar mais de crônicas...Um abraço!

Passarinho José disse...

Muito bonito, pouco emocional, contudo, é uma cabeça que olha bem para além da janela. cumprimentos visitem passarinhojose.blogspot.com

izabel disse...

vitor, bela reflexão. estimulante como as cores, como as palavras, como a vida.
legal conhecer esse seu lado nenhum pouco obscuro.
tenho alguns escritos tbm! antigos mas ainda sim recentes. convido vc e a todos a encontrá-los!

Anônimo disse...

Pupilas, foi uma surpresa!
Continue a criar "SURPRESAS".

Lidia