6 de jun de 2008

Liberdade


Cada gota de mim é
De uma liberdade profunda e irracional
Liberdade que pulsa quente e gostosa como o sangue
Que aflora dos poros e me intercepta no instante
Em que me encontro sendo eu mesma
Uma liberdade boa, fluídica e insensata
Que escorre por entre os dedos fazendo-me crer
Capaz de uma transcendência
Para um lugar onde tudo não existe
E eu mesma seja fruto da minha própria imaginação


Íris Kirsten

10 comentários:

Clara disse...

Adorei o poema!!! Vc escreve muito bem. Esperarei ansiosamente por mais poemas seus, senhor poeta. beijos

Thereza disse...

O que falar??? So em ver meu vocabulo preferido, transcender, fico......., mas abstraindo o devaneio, rsrsrs, qualquer elogio seria pouco para tal obra.
Entao leia, reflita, transcendaaaaaa! Bjs....

Monalisa Marques disse...

"E eu mesma seja fruto da minha própria imaginação"

Tem um quê de Matrix aí.
:)

Luana F. disse...

Belo poema! :)

ah, liberdade...

Vitor disse...

É quase como transcender o metafísico. Levando a sério essa "piada" nerd.

Aliás, achei interessante juntar a gota de mim (e vários outros elementos eminentemente materiais como pulsar, ) com a transcendência. No final das contas, até para sentir a liberdade da alma, a poesia permanece fincada na terra, no corpo, na matéria. Isso me lembra (e pq não?) que a alma pode ser uma parte do corpo, como queriam alguns filósofos mais antigos.

Abraço!

P.S.: Íris, ah!? Sempre soube que vc estava aí

Bruh disse...

Realmente, libertou tudo! xD
Sorry, não pude perder.


Me lembrou Pasárgada. Nada a ver, mas lembrou.

Renan disse...

Nem sei porque, mas o fato é que esse texto me fez cantarolar o samba da Imperatriz Leopoldinense de 1989: "Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós, e que a voz da igualdade seja sempre a nossa voz...".Fiquei pensando que apesar do lindíssimo samba, o título foi ofuscado pelo inesquecível desfile da Beija-Flor de Nilópolis, que com Joãosinho Trinta mostrou o polêmico "Ratos e Urubus larguem minha fantasia!", que trazia a imagem do Cristo cobrida por plástico preto, com a emblemática frase: "Mesmo proibido olhai por nós!" Os dois enredos falam de liberdades distintas à do texto: liberdade de expressão e a igualdade social, que daria(importante frisar o tempo verbal) a todos alguma liberdade: não haveria reféns da exclusão. Já essa liberdade de corpo e principalmente espírito, trazida pelo texto, se é difícil de ser vivida plena e continuamente, pode quem sabe ser experimentada em alguns momentos. Inclusive naqueles 80 minutos em que um artista consegue, ou pelo menos tenta contar sua história, e uns 4000 privilegiados podem passear ali, livres de tudo, viajando, transcendendo. Como a idéia é transcender, vou com a minha Mocidade e sua pérola de 2008: "Deixe o meu samba te levar, e a minha estrela te guiar..."

Renan disse...

Cobrida foi foda. Eu quis dizer coberta.

mariana guterres disse...

Poxa vc m surpreendeu hein!
Há muito tempo que não lia seus textos,não sabia que estavam tão bons.Bela evolução!Que continue evoluindo sempre!
PARABÉNS!

Cla disse...

=]