8 de jul de 2007

Discurso

Liberdade ainda é o tema recorrente aqui n'O Teatro.
Eu tenho uma posição bem definida para isso (que meus companheiros com certeza discordam): não existe liberdade plena. Ela é sempre limitada. Sim... isso é alguma dessas correntes filosóficas modernosas que tem por ai "no mercado" (hauhauahuahua... que escroto falar nesses termos, mas não resisti). Se vc quiser saber mais, é fácil de achá-las por ai. Eu mesmo nunca as li. Lembro de um "funk filosofico" do ChargesOkê que dizia no refrão: "há um limite na verdade, a própria liberdade" hauhauhauaua... fazia referencia a Sartre. Sim, o Jean Paul... aquele fanfarrão das quatro paredes! Foi só um exemplo.

Devaneios a parte.
Fiz um discurso esses dias (fiquei orgulhoso... gostei do que falei, apesar de naturalmente ter gaguejado mt). Ali falando eu achei mais um limite para a liberdade. Citei um poeta (ainda não me lembro o nome dele) que afirmava ser impossível ter mts amigos - "a amizade requer um certo paralelismo". Ele postulava raro esse paralelismo. E é a mais pura verdade. Ter um amigo demanda tempo. Sim. Esse velho chato que a gente vive falando (e reclamando) aqui... Eu pensava: como posso achar que tenho todos aqueles amigos que me rodeavam (e muitos que não estavam presentes) se "a amizade requer um certo paralelismo".

Para me safar do problema, foi só jogar a culpa no velho ranzinza! Tão simples! Sedimentar uma amizade requer um tempo e uma dedicação muito grande de ambas as partes (reciprocidade). Temos sempre muitos amigos potenciais. Mas por circunstâncias váriadas alguns são "escolhidos" - conscientemente ou não - para receberem de nossa parte a dedicação que pode fundar a amizade! (ok... dependendo do caso, afundar). Eu disse lá algo como: se eu tivesse várias vidas, dedicaria cada uma delas a respectivamente um dos presentes.

É só isso. No fundo eu queria só registrar aquele discurso. E queria também me livrar da necessidade de ter alguma idéia genial para poder postar no blog. Nosso próprio juizo crítico é um forte cerceador da liberdade também. Eu só quis me livrar dele, e escrever livremente uma vez na vida. Haverá outras. Só espero não ter abusado da paciência de ninguém...

P.S.: Aos que não foram convidados, minhas desculpas. Minha cabeça não tem funcionado bem últimamente.

2 comentários:

Flávio disse...

Bem...nem sei direito o q comentar desse texto...quanto ao fato de vc afirmar q ela é limitada...hum...sei lá.;..te compreendo...e para dizer algo eu achu melhor pensar antes...e quanto ao texto bem legal...e q bom q eu tava presente no dia do discurso!Abraço!

Murillo Santiago disse...

A nõ ser que se viva em paralelos.
Sei por experiência própria que é possivel, desnecessário, mas possível. É a vida e suas facetas.
Ter um leque de amigos é apenas ter um leque de colegas.
Abração