Hoje em um livro de História do Brasil do futuro
A partir da abertura política, marcada pelos movimentos de 1985 que culminaram com a carta constitucional de 1988, o Brasil entrou no período que se convencionou chamar de "Nova República", alcunha dada por um dos líderes da redemocratização, Ulisses Guimarães. O traço mais marcante desse período, entretanto, foi a Tripartição dos Poderes às avessas que vigorou na prática. O estudo da História brasileira é repleto dessas "inovações" de engenharia polítca, cuja expressão máxima foi o "parlamentarismo às avessas" do 2o reinado.
Dentro da tripartição dos poderes clássica, o Legislativo faz as leis, o Executivo as executa e o Judiciário julga os casos conflituosos. Na tripartição de poderes à brasileira, o executivo faz as leis através do instrumento chamado medida provisória, que tem prioridade sobre a pauta do Congresso Nacional; este, por sua vez, não está muito preocupado com a sua pauta legislativa, pois ocupa-se basicamente de investigar e julgar os conflitos entre as diferentes correntes políticas nas chamdas Comissões Parlamentares de Inquérito. Ao Judiciário cabe mandar executar as leis, já que ninguém as cumpre mesmo.